Tradição e sustentabilidade dão o tom do Carnaval da ECSA

O Carnaval dos pequenos na Escola Chave do Saber (ECSA) uniu tradição e consciência ambiental na sexta-feira (21 de fevereiro). Todos fantasiados, os alunos da Educação Infantil e Fundamental I e II se reuniram na quadra para dançar e brincar ao som de marchinhas e canções tradicionais da folia de Momo, utilizando material ecologicamente correto, ou seja, que causasse o menor impacto possível no meio ambiente.

Na ECSA, a proposta é promover um Carnaval que una tradição, cultura e preocupação com questões que impactam toda a sociedade, sem com isso podá-las em sua criatividade e espontaneidade. Os bailinhos dos alunos dos primeiros anos trazem sempre muitas marchinhas e músicas típicas do período, tanto nacionais como regionais, e muita ludicidade, expressa nas fantasias e em brincadeiras como as de roda e de corda, além evidentemente da dança.

A coordenadora da Educação Infantil Milene Dorneles explica que o Carnaval da ECSA procura trabalhar bastante a questão cultural com as crianças, de maneira interdisciplinar. Ou seja, envolvendo diferentes áreas. “Estimulamos as brincadeiras sadias, nos preocupamos também com a questão dos estereótipos. Mas a criação é deles, a vontade é deles. Damos toda a liberdade para a criança escolher a sua fantasia, criar sua fantasia”, exemplifica.

Segundo Milene, há também uma atenção especial em aliar as atividades com o projeto ECOECSA e a questão da sustentabilidade. A professora Vanessa Paula Caetano, do 2º Ano Matutino, tratou por exemplo do problema do lixo com os alunos. Mostrou para eles que o período de Carnaval é responsável por um aumento substancial de descarte dos mais variados materiais. “Até trouxe um dado para eles, de que no Rio de Janeiro mais de seis toneladas de lixo são geradas em dois dias de carnaval. É uma quantidade gigantesca”, alertou.

A proposta trabalhada com os alunos, então, foi estimulá-los a produzir o próprio confete ao invés de comprar, deixando de gerar esse lixo extra. “Utilizamos revistas e jornais antigos, que já iriam para o lixo de qualquer forma e folhas de árvores caídas. Eles trouxeram de casa e recolheram essas folhas durante o lanche no Parque dos Morros e nós produzimos confete em sala. Fizemos isso com o intuito de que eles entendessem que tudo o que está aqui pode ser aproveitado. Eu não preciso consumir para brincar o carnaval”, finalizou Vanessa.

 

 

Por: Pau e Prosa Comunicação

Fotos: Helder Faria