Mostra Tech Científica da ECSA apresenta 98 trabalhos feitos pelos alunos

Em junho deste ano, os alunos da Escola Chave do Saber (ECSA) superaram as expectativas e apresentam 94 projetos na Feira de Ciências e Arte (Feiciarte). Poucos meses depois, eles foram além e na Mostra Tech Científica, um desdobramento da feira, chegaram a 98 trabalhos. E este aumento não foi o único fato marcante do evento, realizado nesta terça-feira (19 de novembro). Os estudantes conseguiram avançar tanto em termos de criatividade como de uso das tecnologias disponíveis.

O resultado encheu de orgulho a equipe da Sala tech e, em especial, a coordenadora do espaço, a professora Mara Tereza dos Santos. “O segundo ano da Sala Tech mostrou para os alunos o quanto é importante a questão da tecnologia no processo de aprendizagem e o quanto eles percebem a importância dela”, analisou. Em junho, lembrou ela, os alunos já haviam conquistado um resultado fantástico e percebemos que queriam fazer ainda mais. “No segundo semestre, quando o tema foi aberto para inovação dentro do conteúdo de sala de aula, a criatividade deles aflorou de tal forma que ultrapassamos, chegando quase a 100 projetos”, comemorou.

São máquinas de suco, de lavar e de milk-shake, liquidificador, robô aranha, maquetes de cidades e aeroportos com iluminação, postas com carros controlados via celular. “A cada projeto eu vi uma inovação. Antes, usávamos um motor no projeto, hoje temos projetos com dois servo-motores e eles estão mexendo com potenciômetro. O 3º ano, que só fazia ligação positiva/negativa e um circuito de led simples, neste semestre apresentou trabalhos com dois ou três motores, baterias de 3 a 12 volts”. Quer dizer, eles não precisavam apenas de mais potência para seus projetos, mas também ter o poder de controlá-los. “Tivemos um aumento de controles remotos nesse segundo semestre de 50%. Antes eram só conectados. Mais um desafio conquistado”, festejou.

A alegria pelo resultado também era visível nos pequenos cientistas. Lavínia de Carvalho Barros, do 5º ano, fez grande sucesso com a Máquina de Milk-shake, que atraiu muita gente. E olha que o grupo, formado também por João Pedro, Pedro e Luciana, havia tido outras ideias que acabaram esbarrando na falta de equipamentos que dessem conta da criatividade deles, como óculos de realidade virtual e máquinas de sorvete.

Já Ana Julia Neves, também do 5º ano, fez um projeto de satélite espião que orbitaria a Terra fazendo imagens. O objetivo, explicou ela, era principalmente proporcionar segurança. Fascinada por galáxias, a aluna já tinha feito trabalhos sobre satélite e sobre a Terra, mas nada tão elaborado. “Demorou bastante tempo para conseguirmos um servo-motor certo para dar o movimento e no fim deu tudo certo”, contou, satisfeita.

Os pais e avós gostaram bastante do que viram. Ivanowa Quintela, mãe do Tomaz, do 4º ano, e do João Pedro, do 5º ano, elogiou a iniciativa. “As crianças ficam bastante envolvidas e a gente percebe que eles estão realmente aprendendo coisas que vão levar para o resto da vida. Vejo muita motivação e o resultado é maravilhoso”, analisou. Para ela, os resultados são inusitados. “A gente não tem notícia de escola que tenha esse tipo de trabalho com o aluno. Eles colocam o que veem na realidade aqui nos trabalhos. Coisas que trazem da vida e aplicam aqui, de forma bastante precoce, porque eles são muito jovens”, destacou.

Serly Marcondes Alves, avó da Ana Carolina Franco, do 2º ano, considera a proposta da escola criativa. “Tem muita coisa que eles mesmos montaram, tudo automatizado e funcionando. Achei maravilhoso. Eles estão muito interessados nessas questões de invenções e isso é muito bom, abre um leque de possibilidades para as crianças”, identificou. “Estou muito encantada e feliz, gosto muito desta escola por conta disso. Sempre tem uma novidade, está sempre desafiando a criatividade da criança”, acrescentou.

Serly também enalteceu a oportunidade dos pais e responsáveis dos alunos poderem participar. “Me dá possibilidade de saber o que estão fazendo, que estão aproveitando a tecnologia de forma positiva, não só presos ao celular, à televisão. Estão aprendendo que a tecnologia é algo favorável. Eles veem que podem realizar”, constatou.

 

Fonte: Pau e Prosa Comunicação

Foto: Helder Faria